quarta-feira, 7 de setembro de 2016

Herdeiro de ninguém

Levo a vida que quero.
Admito o fracasso sagrado.
Sou assim mesmo.

Ele é meu maior aliado, professor e meu bem mais precioso.
Aprendi a cada dia, que tenho um milhão de céus para conhecer.
Ou incontáveis infernos para vivenciar.
E eles são todos meus.

E eu me entrego por inteiro à eles também
Divido meu tempo com os loucos.
E com eles, me assento à mesa.

Sigo em frente, o sol me acompanha.
Quando não me movo, estou na contra-mão, em meio à estrelas.

Um dia sou um bandido.
No outro, sou o que serei.
Herdeiro perdido, filho pródigo

No coração, um ferimento
E se este, causar a minha morte
Não desejo vingança

Morro porque quero, morri porque quis, e como quis.
Inúmeros são os meus erros, 
Mas não são maiores que a minha tolerância.

Minha alma foi vendida.
Está morta, há tempos.
Um poeta morto.
Morto em mim, 
Enquanto eu não for 
poeta na alma.

Enquanto eu não for um poeta novo.
Homem alma e poeta.
Como a Fênix.

Morri e vivi tantas vezes
De nada adiantou.
Irei ressurgir.
Dentro de mim, dentro de ti.
À meia noite, num dia qualquer.


Por: Márcio Bender (Deus Meumque Jus)

Créditos da imagem: divulgação

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